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"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?
e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão,

se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz;

dos que trazem alegres novas de boas coisas."

 

Romanos 10:13-15

Brasil

O amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo o maior estado brasileiro, com uma área de 1.570.745,680 km², se constitui na nona maior subdivisão mundial.

Pertencente à região norte do Brasil, é a segunda unidade federativa mais populosa desta macrorregião, com seus 3,5 milhões de habitantes em 2010, sendo superado apenas pelo Pará. No entanto, apenas dois de seus municípios possuem população acima de 100 mil habitantes: Manaus, a capital e sua maior cidade com 1,8 milhão de habitantes em 2010 (e efetivamente, a sétima maior do país), que concentra cerca de 60% da população do estado, e Parintins, com quase 102 mil habitantes. O estado é oficialmente subdividido ainda em 13 microrregiões, além de 4 mesorregiões. Faz limite com o Pará (leste); mato grosso (sudeste); Rondônia e acre (sul e sudoeste); Roraima (norte); além da Venezuela, Colômbia e Peru.

A área média dos 62 municípios do estado do amazonas é de 25.335 km², superior à área do estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476 km² e o menor é Iranduba, com 2.215 km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos.[10] o amazonas é ainda o 2º estado mais rico da região norte, responsável por 32% do PIB da região. Em âmbito nacional, ocupa a 15ª posição. Possui o maior índice de desenvolvimento humano (empatado com o Amapá), o maior PIB per capita, a 4ª menor taxa de mortalidade infantil, além 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados do norte do brasil.

Abriga a maior e mais populosa cidade da Amazônia, Manaus, com seus 1 802 525 habitantes. Manaus ainda se congratula como a maior região metropolitana da região, com população superior aos 2,2 milhões de habitantes. O pico da neblina, ponto mais alto no Brasil, também localiza-se no estado.

Cerca de 180 povos indígenas vivem na região amazônica do Brasil, somando uma população de aproximadamente 208 mil indivíduos. São povos com as mais diversas situações de relação e contato com as sociedades não indígenas, marcadamente ocidentais e européias. Ali vivem desde povos resistentes (também chamados ressurgidos) até os povos livres (isolados, que não têm contato algum com as sociedades nacionais). 

Este texto aborda a presença indígena na região, o movimento indígena e a relação dos povos com o estado brasileiro, responsável pela demarcação das terras tradicionalmente indígenas. Aborda-se também a relação com os setores que têm interesses econômicos na região e com setores militares, contrários à demarcação de terras em faixas de fronteira. O texto apresenta, como exemplo desses conflitos, a não-homologação da terra indígena raposa serra do sol, em Roraima.

A região amazônica concentra 59,43% dos índios brasileiros que vivem em terras indígenas e apenas 16,09% dos indígenas que vivem nas cidades.

É significativo constatar que na região amazônica, de acordo com os dados do IBGE, vivam 60 % dos índios residentes no interior e apenas 16% dos que se encontram nos centros urbanos. Considerando que, em extensão, mais de 98% das terras indígenas estão localizadas na Amazônia, podemos afirmar que existe uma relação direta entre a migração e a quantidade de terra e o nível de preservação dos recursos naturais nelas existentes. A migração indígena para as cidades é bem maior nas regiões em que os índios tiveram seus espaços territoriais reduzidos a ínfimas porções e ambientalmente degradados.

Apesar dessa promissora reação indígena revelada pelas estatísticas populacionais, dados de 1995 do instituto de medicina tropical de Manaus atestam que a expectativa de vida média dos índios é de apenas 42,6 anos, enquanto de acordo com a organização mundial de saúde, os brasileiros, de modo geral, vivem em média 67 anos.

A população indígena da Amazônia é dividida em 6 troncos linguisticos: tupi, karib, tukano, jê, pano e aruaque. As tribos habitantes do acre são principalmente dos troncos pano e aruaque. Ao pano pertencem os kaxinawás, yawanawás, poyanawás, jaminawás, nukuinis, araras e kaxararis. Ao tronco aruaque pertencem os kulinas e os kampas. Também são habitantes na área atual do acre os katukinas, os machineris e alguns grupos isolados sem contato. Os indios vivem da caça, pesca, agricultura e do extrativismo. Eles plantam mandioca, milho, algodão, tabaco e vários frutos. Nas comunidades existem os curandeiros chamados "pajés" que transmitem seu conhecimento sobre rituais e plantas medicinais oralmente aos seus sucessores. Os rituais de alguns povos indígenas na área do acre são acompanhados com a ingestão da "ayahuasca" ou "yagé", uma bebida alucinógena feito de certos cipós e folhas. O pensamento da sociedade indígena é bastante diferente: geralmente não existe o mesmo conceito de propriedade como no mundo "envolvido". Também a maneira como se faz decisões em respeito à aldeia ou à tribo não é na mesma forma linear hierárquica. Estas e outras diferenças da mentalidade indígena levaram a muitos preconceitos contra os índios, como que eles seriam mentirosos e não confiáveis. Estes preconceitos sempre serviram como justificativa para a discriminação e extinção dos índios.

Temos no amazonas também a população ribeirinha.

Povos ribeirinhos são populações tradicionais que residem nas proximidades dos rios e têm a pesca artesanal como principal atividade de subsistência e cultivam pequenos roçados para consumo próprio. Podem praticar também atividades extrativistas.

São descendentes dos migrantes nordestinos que ocuparam a Amazônia na segunda metade do século xix atraídos pela oferta de trabalho na extração do látex.

As populações tradicionais, entre elas os ribeirinhos, foram reconhecidas pelo decreto presidencial nº 6.040, assinado em 7 de fevereiro de 2007, nele o governo federal reconhece, pela primeira vez na história, a existência formal de todas as chamadas populações tradicionais.

Ao longo dos seis artigos do decreto, que institui a política nacional de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais (pnpct), o governo amplia o reconhecimento que havia sido feito parcialmente, na constituição de 1988, aos indígenas e aos quilombolas.

Assim, todas as políticas públicas decorrentes da pnpct beneficiarão oficialmente o conjunto das populações tradicionais, incluindo ainda faxinenses (que plantam mate e criam porcos), comunidade de "fundo de pasto", geraizeiros (habitantes do sertão), pantaneiros, caiçaras (pescadores do mar), ribeirinhos, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco de babaçu e ciganos, entre outros.

Ribeirinho são milhares de famílias que vivem na região amazônica especificamente do estado do amazonas são chamados povos ribeirinhos por que vivem as margens dos rios, tem como atividade principal a pesca, caça e a agricultura.

No estado do amazonas segundo uma pesquisa do IBGE são mais de noventa mil comunidades espalhadas as margens dos rios e igarapés do estado do amazonas, dessa pesquisa somente 10% tem a presença evangélica.