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"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?
e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão,

se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz;

dos que trazem alegres novas de boas coisas."

 

Romanos 10:13-15

Chile

O Chile tem várias particularidades geográficas: possui território na Polinésia com a llhal de Páscoa de Páscoa, localizada a 3.700 km da costa (Chile Insular), na Antártida (Chile Antártico, 1.250.000 km2) e no sul do continente americano (Chile continental e insular, 756.096 km2).

A superfície do Chile continental e insular equivale aproximadamente a mais de duas vezes a superfície da Alemanha, só que distribuída numa faixa de 4.200 km de comprimento, por 90 km na parte mais estreita e 440 km na parte mais larga, recortada por centos de ilhas e fiordes na parte mais austral.

A capital e principal cidade em quantidade de população e empregos é Santiago (6.061.185 habitantes segundo o censo de 2002). Localizada sobre o paralelo 33° sul, em latitude similar à de Buenos Aires ou Montevidéu, é o maior centro político, econômico, cultural e industrial do país. Com seis milhões de habitantes, é a porta de entrada ao Chile e uma das mais modernas capitais do continente.

Segundo dados do Banco Mundial, a população chilena é de 16.970.265 pessoas distribuídas num território que em setembro de 2010, fez 200 anos de independência.

Os chilenos do século XXI são produto da mistura dos conquistadores espanhóis com os povos originários que historicamente habitavam esta zona do continente. O 93,4% da população é mestiça e/ou crioula, enquanto o 6,6% declara-se membro de algum povo originário.

Os chilenos provêm principalmente da antiga imigração espanhola e das imigrações européias acontecidas desde o século XVIII até o século XX, em conjunto com os povos mapuches e aymaras que foram os principais habitantes da geografia nacional.

Distribuídos maiormente na zona central do país -Santiago, Concepción, Temuco, Valparaíso e Viña Del Mar como principais cidades- os habitantes do Chile trabalham principalmente na produção de matérias primas em áreas como a mineração, a agricultura, a agroindústria e a pesca. Outro setor econômico importante é o turismo, que cresceu de forma contínua desde a volta da democracia. O Chile tem um PIB (produto interno bruto) de US$14.992 per cápita.

O Chile tem um governo democrático, com eleições periódicas que cada quatro anos escolhem um novo Presidente, principal figura do poder Executivo, e a senadores e deputados, integrantes do Congresso Nacional ou poder Legislativo. Desde 1989, o processo democrático foi recuperado depois de 17 anos de governo militar, reativando assim uma tradição republicana que tem permanecido quase inalterada durante 200 anos.

Os chilenos possuem um nível de escolaridade médio de 10 anos e a taxa de analfabetismo é uma das menores do continente, com um 3,9% da população que não sabe ler e/ou escrever. Em contraste com isso, o Chile tem dois Prêmios Nobel de Literatura: Gabriela Mistral e Pablo Neruda. Sobre a saúde, a esperança de vida dos chilenos chega aos 79 anos, com baixas taxas de mortandade infantil (7,9%) e desnutrição.

Isso é o que tem a ver com os números. A identidade do chileno é algo que tem que ser descoberto e experimentado pelos viajantes. Existem claras diferenças entre os moradores das grandes cidades, que estão sempre correndo, e os moradores dos povoados dos vales, da costa e das montanhas, que vivem um ritmo mais tranqüilo, em lugares onde o tempo parece mais lento.

Basicamente, e de forma geral, as pessoas no Chile são amáveis, abertas aos visitantes estrangeiros -apesar de que somente 8% da população falam inglês com relativa fluência- e com fortes raízes de identidade no campo chileno. A principal figura é o "huaso": camponês local que se caracteriza por sua simpatia e engenho.

O chileno se caracteriza por falar o espanhol muito rápido e pronunciando pouco ou quase nada as letras finais, como o “s”, e incluindo uma série de modismos e palavras inventadas que sempre renova e que incluem uma forte dose de humor e picardia. O viajante pode ficar um pouco confundido com esta forma de falar, mas os chilenos vão estar encantados de ensinar o significado e o uso das palavras.

As características físicas mais distintivas são a cor morena ou mate da pele, uma altura mediana (1,60 m mulheres-1,70 m homens), cabelo preto e contextura mediana a grossa.

Língua

A língua oficial do Chile é o espanhol. Porém, existe uma variação idiomática que “chileniza” o espanhol, incluindo novas palavras e acepções. No Chile também se fala mapudungún, o idioma dos mapuches; aymara, na região andina do norte do país; e rapanui na polinésia Ilha de Páscoa.

Religião

Segundo o último censo feito em 2002, 7.853.428 dos chilenos de 15 anos ou mais se declarou católico, o que equivale ao 69,96% da população total. O 15,14% da população se declara evangélica, 1,06% testemunha de Jeová, 0,92% mórmon e 0,13%, judeu. O 8,3% das pessoas se declararam ateu ou agnóstico, enquanto 4,39% declararam praticar outra religião.

Comidas: No Chile é comum tomar um café-da-manhã simples, um almoço mais abundante, e uma "onze" ou hora do chá, que se faz entre as 5:00 e às 6:00 horas da tarde e que muitas vezes substitui ao jantar. O pão é uma parte muito importante da alimentação dos chilenos, e os mais populares são as hallullas, as dobladitas e as marraquetas, também conhecidas como pão francês.

Entre os pratos locais mais conhecidos estão: a cazuela (abundante ensopado de carne de bovino ou de ave que inclui um pedaço de abóbora, uma batata, um pedaço de milho, feijão verde e arroz), os feijões velhos com rédeas (as rédeas são fidelinhos), as humitas (milho cozido e moído, condimentado com cebola e embrulhado nas folhas do milho), a torta salgada de milho (parecido as humitas mas cozido no forno em panelinhas de argila cozida, peças tradicionais do artesanato da zona central do Chile) e as empanadas de pino (massa recheada com carne, cebola, ovo cozido, passas e azeitonas) ou de mariscos, além de abundantes pratos baseados em peixe e mariscos frescos; e o curanto de Chiloé (carne de bovino, porco e frango com mariscos colocados em capas embaixo da terra, cobertos com folhas de uma prata chamada nalca e cozidos ao vapor).

Artesanato: O mais conhecido pelos turistas é aquele feito com lápis-lazúli, pedra semipreciosa de cor azul, que é retirada desde a pre-cordilheira na região de Coquimbo. Embora bastante industrializado, o trabalho com esta pedra se mostra em jóias e enfeites com figuras de animais, jarros e mosaicos. O lápis-lazúli existe somente no Chile e no Afeganistão.

Mas o Chile tem artesãos em todo seu território, que criam peças de alto valor cultural e artístico em tecido de lã (de alpaca, vicunha e ovelha), argila cozida, pedra vulcânica, jóias de crina de cavalo tingida, talhados em madeiras nativas e objetos de metais como cobre e prata. O artesanato chileno autóctone é um dos poucos que ainda mantém técnicas de fabricação tradicionais, tingidos com tinturas naturais de raízes e frutos e trabalho completamente manual.

Vestuário

No Chile, o vestuário é maiormente casual, exceto em situações sociais formais ou em reuniões de negócios. Recomenda-se utilizar roupa grossa, de abrigo, impermeável nas épocas de outono e inverno e mais leves durante a primavera e o verão.