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Crise Humanitária ou Oportunidade Missionária?

Atualizado: 19 de jun. de 2023


Recentemente a agência da ONU para refugiados, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) nos trouxe uma chocante informação: o mundo chega ao número recorde de 110 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo.

Desse total, 35,3 milhões são refugiados (pessoas que cruzaram uma fronteira internacional em busca de segurança) e 62,5 milhões de pessoas foram deslocadas internamente em seus países de origem devido a conflitos e violência. Essa, que tem sido considerada a pior crise humanitária da história da humanidade, é reflexo do atual cenário de intolerância, violência, conflitos, guerras, perseguição racial ou religiosa e instabilidades sociais e políticas. No epicentro da crise de refugiados estão as contínuas guerras na Síria, Iraque e Afeganistão que produzem cerca de metade dos refugiados globais.

Aqui mesmo na América Latina vemos milhares de refugiados da Venezuela fugindo da miséria. Mais recentemente a guerra da Rússia contra a Ucrânia gerou até mesmo refugiados Europeus dentro da própria Europa. E agora com a guerra no Sudão, o número de refugiados tende a crescer.

Os refugiados são aqueles que estão fora de seu país natal por conta do medo da perseguição relacionada a conflitos armados, questões de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a grupo social ou opinião política, bem como violação grave e generalizada de direitos humanos que buscam proteção em fronteiras internacionais. Deslocados internos são aqueles que semelhantemente aos refugiados tiveram de fugir, deixando suas casas, cidades e/ou estados, mas que ainda vivem em seu país de origem numa outra parte do território.

De acordo com a ACNUR, em 10 anos (2010-2020) o número de pessoas que estavam em situação de deslocamento, ou seja, foram forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos saltou da casa dos 41 milhões para 80 milhões. Isso representa quase o dobro e chega a aproximadamente 1% da população mundial. Metade destas pessoas é menor de idade. Crianças e adolescentes sendo expostos à violência, abuso, negligência, exploração, tráfico, e recrutamento militar. De todos os refugiados no mundo, 67% vieram de apenas cinco países: Síria (6,6 milhões), Ucrânia (5,7 milhões), Venezuela (3,7 milhões), Afeganistão (2,7 milhões), Sudão do Sul (2,3 milhões) e Mianmar (1 milhão). Muitas grandes crises contribuíram para o deslocamento massivo na última década.


A atual crise de refugiados alavancou a imigração para uma posição de destaque nos debates internacionais. Ela está sob o holofote nas discussões sobre segurança e políticas eleitorais em diversos países. A crise também redefiniu a agenda econômica e de desenvolvimento com relação às outras partes do mundo. Estes distúrbios já estão alterando o nosso mundo de forma significativa e irão continuar a alterar nosso futuro muito além do que imaginamos.

E em meio a essa realidade, nós como povo do Senhor, devemos nos perguntamos: E agora? O que fazer? Como ajudar? Qual o nosso papel?

Como nos desperta Sam George (Catalisador de Diásporas com o Movimento de Lausanne), esse é a hora da Igreja do senhor Jesus transformar a maior crise humanitária da atualidade na maior oportunidade missionária. Deus tem transformado essa situação tão desesperadora em tamanha oportunidade de missões. O que está acontecendo está além do planejamento estratégico de qualquer igreja ou agência missionária. É uma estratégia que o próprio Deus tem nos tem dado. Essa é a hora, a grande chance que temos de compartilhar as Boas Novas entre povos muçulmanos de países fechados ao Evangelho, que de outra forma, se ainda estivessem em seus países de origem, muito dificilmente teriam a oportunidade de ouvir de Jesus como O Filho de Deus.

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