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Crise Humanitária ou Oportunidade Missionária?

Recentemente a agência da ONU para refugiados, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) nos trouxe uma chocante informação: o mundo chega a número recorde de 82,4 milhões de refugiados e deslocados.


Essa, que tem sido considerada a pior crise humanitária da história da humanidade, é reflexo do atual cenário de intolerância, violência, conflitos, guerras, perseguição racial ou religiosa e instabilidades sociais e políticas. No epicentro da crise de refugiados estão as contínuas guerras na Síria, Iraque e Afeganistão, que produzem cerca de metade dos refugiados globais.


Os refugiados são aqueles que estão fora de seu país natal por conta do medo da perseguição relacionada a conflitos armados, questões de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a grupo social ou opinião política, bem como violação grave e generalizada de direitos humanos que buscam proteção em fronteiras internacionais.


Deslocados internos são aqueles que semelhantemente aos refugiados tiveram de fugir, deixando suas casas, cidades e/ou estados, mas que ainda vivem em seu país de origem numa outra parte do território.


De acordo com a ACNUR, em 10 anos (2010-2020) o número de pessoas que estavam em situação de deslocamento, ou seja, foram forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos saltou da casa dos 41 milhões para 80 milhões. Isso representa quase o dobro e chega a aproximadamente 1% da população mundial. Metade destas pessoas é menor de idade. Crianças e adolescentes sendo expostos à violência, abuso, negligência, exploração, tráfico, e recrutamento militar.

De todos os refugiados no mundo, 67% vieram de apenas cinco países: Síria (6,6 milhões), Venezuela (3,7 milhões), Afeganistão (2,7 milhões), Sudão do Sul (2,3 milhões) e Mianmar (1 milhão). Muitas grandes crises contribuíram para o deslocamento massivo na última década.

A atual crise de refugiados alavancou a imigração para uma posição de destaque nos debates internacionais. Ela está sob o holofote nas discussões sobre segurança e políticas eleitorais em diversos países. A crise também redefiniu a agenda econômica e de desenvolvimento com relação às outras partes do mundo. Estes distúrbios já estão alterando o nosso mundo de forma significativa e irão continuar a alterar nosso futuro muito além do que imaginamos.

 

E em meio a essa realidade, nós como povo do Senhor, devemos nos perguntamos: E agora? O que fazer? Como ajudar? Qual o nosso papel?

 

Como nos desperta Sam George (Catalisador de Diásporas com o Movimento de Lausanne), esse é a hora da Igreja do senhor Jesus transformar a maior crise humanitária da atualidade na maior oportunidade missionária. Deus tem transformado essa situação tão desesperadora em tamanha oportunidade de missões. O que está acontecendo está além do planejamento estratégico de qualquer igreja ou agência missionária.

 

É uma estratégia que o próprio Deus tem nos dado. Essa é a hora, a grande chance que temos de compartilhar as Boas Novas entre povos muçulmanos de países fechados ao Evangelho, que de outra forma, se ainda estivessem em seus países de origem, muito dificilmente teriam a oportunidade de ouvir de Jesus como O Filho de Deus.

 

Boa parte dessas pessoas está vindo para a Europa. Todos os dias milhares delas desembarcam nas ilhas do Mediterrâneo em busca de asilo político no Velho Continente. E há 5 anos atrás Deus me trouxe a Europa para ver tudo isso de perto.

 

Deus tem me dado a oportunidade de ver o que está acontecendo por trás dos bastidores dessa triste realidade. E mais que isso, Ele tem me dado o privilégio de participar do que Ele está fazendo em meio aos refugiados aqui na Europa. Tem sido lindo ver como muitos desses refugiados têm se voltado a Cristo. Deus está fazendo algo novo e empolgante diante desta crise absurda.

 

Durante esses mais de 2 anos servindo entre refugiados, tenho vivido em diferentes países: Grécia, Inglaterra, Sérvia e Bósnia. E vivendo nesses lugares, tenho tido contato com pessoas de diferentes nacionalidades: Afegãos, Iranianos, Sírios, Curdos, Iraquianos, Marroquinos entre outros.

 

Pessoas, seres humanos que tem nome, família e uma história de vida, que na maior parte engloba sofrimento e dor. Enquanto ouço histórias sobre seus países de origem, fugas, perdas, sobrevivência e determinação, percebo que carregam cicatrizes emocionais e até traumas que levam muitos a desenvolverem transtornos psicológicos. E o pior que esse fardo emocional se soma às necessidades materiais que por si só já são enormes...

 

Mas em meio a essa triste realidade, uma luz brilha no fim do túnel, trazendo esperança de transformações dramáticas em suas vidas e novas perspectivas. Luz essa que chega através do poder do Evangelho. Tive conhecimento de diferentes testemunhos de conversão, incluindo encontros sobrenaturais com “Issa Massi”- Jesus cristo.

 

Deus também está se movendo entre as pessoas que se movem... E quanto a nós? Eu? Você? Vamos ficar parados? Não podemos! Que o desejo do nosso coração seja nos unir ao que o próprio Deus está fazendo entre os refugiados salvando muitos muçulmanos aqui em solo Europeu.

 

Sejamos resposta para esses refugiados!

 

 

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Deus têm nos levado até os refugiados através de pessoas que entendem e respondem ao chamado de levar o evangelho a toda criatura. Conheça alguns de nossos missionários.

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Miss. Zazá

E-mail: zazamozer@yahoo.com.br